Surgimento e Evolução

Breve Histórico EAD - Instituto EducarPouco antes de 1900 já existiam anúncios em jornais de circulação no Rio de Janeiro oferecendo cursos profissionalizantes por correspondência. Eram cursos de datilografia, ofertados por professoras particulares, e não por estabelecimentos de ensino.

O ensino era por correspondência, com envio de materiais didáticos pelos correios, que usavam principalmente as ferrovias para o transporte. Dessa forma, nos vinte primeiros anos do século passado, o Brasil conheceu apenas uma única modalidade, que por sinal era a mesma em todos os outros países.

A educação via rádio foi o segundo meio de transmissão a distância do saber, sendo apenas precedida pela correspondência. Inúmeros programas, especialmente os privados, foram sendo implantados a partir da criação, em 1937, do Serviço de Radiofusão Educativa do Ministério da Educação.

Nesse intervalo de tempo, surge a TV Educativa. A televisão para fins educacionais foi usada de maneira bastante positiva em sua fase inicial, especialmente nas décadas de 1960 e 1970. Alguns privilégios a grupos de poder foram outorgados para a concessão de televisões com fins específicos de educação. Vale a pena mencionar a iniciativa positiva da Fundação Roberto Marinho, que criou alguns programas de sucesso, como os Telecursos, que continuam a atender um grande número de pessoas por meio de mecanismos de apoio, para que os alunos obtenham certificação pelo poder público. O surgimento do sistema de TV fechada permitiu que algumas novas emissoras se dedicassem de maneira correta à educação, destacando-se as TVs universitárias, o Canal Futura, a TV Cultura, dentre outras que difundem algumas de suas produções também por canais abertos

Finalmente pode-se falar dos novos cenários em função dos computadores e da internet. Os computadores chegaram ao Brasil por meio das universidades, que instalaram as primeiras máquinas na década de 1970. Os imensos equipamentos tinham alto custo, mas, com o decorrer do tempo, ficaram mais baratos, tornando-se mais acessíveis a boa parte da população. Posteriormente, foi a vez dos pessoais, e agora chegaram, também, aos celulares. Assim, a internet ajudou a consolidar a propagação da já disponível nos computadores Educação a Distância para todo o sistema educativo brasileiro (e mundial), promovendo a inclusão digital em grande parte do país.

Com o surgimento das Tecnologias de Infor¬mação e Comunicação – TICs –, as relações inter¬pessoais e interinstitucionais, sobretudo na EAD, passam por uma transformação sem precedentes, quanto aos seus efeitos e possibilidades. Não se trata apenas de inovações tecnológicas, mas, sim, de uma série de desenvolvimentos simultâneos, que atualmente convergem e se potencializam: primeiro, o desen¬volvimento do computador com a possibilidade de armazenar informações e de chamá-las novamente à tela, num piscar de olhos ou de oferecer programas interativos; segundo, a evolução das telecomunicações, que disponibilizam tecnologias de áudio e vídeo com desempenho cada vez maior; terceiro, o desenvolvimento das tecnologias multimidiáticas, que estão revolu-cionando a produção de conteúdo para diferentes suportes (CDs, DVDs, computadores, palmtops, celulares, rádio digital e tv digital), permitindo a interação cada vez maior; e, quarto, a criação de grandes e abrangentes bancos de dados e sua ligação com as redes globais de computadores de vários países, interligados pela internet.

Com o surgimento em especial da web, as novas tecnologias encurtaram espaços, atingindo uma camada de pessoas da sociedade cada vez maior, sobretudo aquelas que estão em constante movimento, permitindo transmitir informações e avaliar o conhecimento de forma extremamente ágil e estratégica. Diante desta realidade e dos avanços tecnológicos, a EAD tem alçado voos significativos no Brasil, a cada ano, reduzindo possíveis resistências ao emprego desta forma de ensino.

A introdução da Educação a Distância como modalidade de oferta de ensino técnico amplia os espaços físicos de atuação e permite uma nova racionalidade do tempo de estudo, tanto para o docente quanto para o discente. Isso altera o tipo de relação entre alunos, professores, gestores e funcionários técnico-administrativos das instituições de ensino, e desses agentes com a organização.

A Educação a Distância tem significativa importância no contexto educacional brasileiro, sendo uma das apostas do Ministério da Educação para democratizar o acesso a educação, pela possibilidade de contribuir sensivelmente com a ampliação e, sobretudo com a interiorização da oferta de ensino em nosso país.

Para se ter uma idéia, a graduação a distância registrou em 2007, conforme último censo do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), crescimento de 80,7% em relação a 2006, contra 5,4% da educação presencial no mesmo período.

Diante dessa realidade e dos avanços tecnológicos, a EAD tem alçado voos significativos no Brasil, a cada ano. Os dados que serão apresentados no capítulo do contexto e dos achados de pesquisa revelarão um Brasil como um país continental, com uma universidade tardia (século XIX) e com ampla carência educacional – apenas 12,3% dos jovens entre 18 a 24 anos estão nas universidades. Mas um país com boa infraestrutura de meios de comunicação e informação, satélites, backbones óticos, alto crescimento de usuários de Internet, rede de telefonia, correio postal, etc. Portanto, segundo os especialistas, o país reúne condições muito favoráveis para a implantação e o crescimento da Educação a Distância com uso das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Blog Sistemas e Cia

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